São Paulo – A ADM Venture Capital, braço de investimentos em startups e fintechs do Grupo Rendimento e que reformulou recentemente a sua estratégia, anuncia o aporte de capital em duas startups que realizaram rodadas de investimento. São elas a Aegro, voltada para a digitalização de pequenos e médios agricultores, e a goFlux, plataforma logística que conecta empresas contratantes de frete com transportadoras.

Investimento que extrapola os valores investidos ao também abranger a oferta de soluções financeiras. “Investimos agora em empresas que estão no nível Series A, como a Aegro e a goFlux, ambas plataformas digitais comprovadas e com grandes perspectivas. Além da participação como investidor, elas nos interessam também porque necessitam de uma camada financeira e do Banco Rendimento como parceiro de financiamento aos clientes finais deles. E seguimos com o interesse em participar de rodadas de aporte em parceria com outras ventures”, garante Roger Ades, diretor do Grupo Rendimento e responsável pela gestão da ADM. Anteriormente, a ADM investiu na Grão Direto, plataforma de comercialização digital de grãos.

“Mais do que apenas o capital buscamos conhecimento e “smart money” nesta rodada dos investidores, como a ADM e o Banco Rendimento, e que nos ajudem nos primeiros passos para verticalização financeira do nosso SaaS. O Rendimento traz toda a expertise do Banco e sua estrutura de pagamentos”, aponta Pedro Dusso, CEO da Aegro, que buscava oportunidades de agregar produtos e serviços financeiros ao foco do seu negócio.

Empresa criada em 2018, a goFlux buscou desenvolver a solução e o conceito de plataforma logística de fretes com foco no B2B, conectando embarcadores com necessidade de frete e transportadoras do setor. Inicialmente voltado para a cadeia agrícola, mas mirando novas competências. “Nosso propósito é ser a bolsa de fretes do Brasil, agregando as soluções logísticas da nossa plataforma às soluções financeiras para o mercado de transportes. Neste sentido, a entrada da ADM e do Banco Rendimento como investidores e parceiros é primordial. O foco é no gerenciamento de todo processo de contratação do frete atuando como uma clearing house dessas transações”, revela Rodrigo Gonçalves, fundador e CEO da empresa.

A goFlux pretende transacionar R$ 2,5 bilhões em fretes em 2021, algo em torno de 1,3% do mercado Brasileiro, estimado em R$ 200 bilhões anualmente – sem contabilizar a última milha, apenas em longas distâncias – e dobrar esse resultado em 2022. Com a meta de ampliar a atuação de antecipação de recebíveis por parte das transportadoras que, em média, recebem até 30 dias depois do serviço prestado. “Nossa plataforma atua como uma mesa digital de contratação de frete digitalizando todo processo e registro de documentação. Assim temos a garantia de que o serviço foi contatado e executado corretamente, dessa forma conseguimos converter o recebível da transportadora em pagamento no mesmo dia do frete realizado, ajudando as transportadoras em seu desafio de fluxo de caixa”, explica.

O crédito do pagamento antecipado é lastreado com os fundos do Banco Rendimento, que juntamente com a goFlux garante a governança e o compliance de todo processo até o pagamento. “Somos o parceiro na concepção e modelagem do produto, atuamos em uma co-construção com a goFlux”, aponta Claudio Lambert, diretor da ADM Venture Capital.

A expectativa da goFlux é antecipar R$ 100 milhões este ano e chegar ao R$ 1 bilhão em 2022. Com grande participação no setor de cargas agrícolas a intenção agora é “fechar” e consolidar o trabalho no setor – os principais clientes são trading companies, empresas de insumos como fertilizantes, sementes e revendas e grandes players do setor de açúcar e álcool.

Foco no financeiro

Já a Aegro revela a possibilidade de oferecer contas digitais para os funcionários dos produtores rurais, bem como digitalizar os negócios dos clientes – hoje a empresa atua com 3,7 mil fazendas, e pretende chegar as 5 mil até o final do ano. Isso significa processar pagamentos, gerenciar a folha salarial e outros serviços financeiros dos clientes na plataforma da Aegro por meio do Banco Rendimento.

“Vamos lançar um produto de crédito livre de até R$ 100 mil por cliente ainda em 2021 para que eles possam melhorar o seu fluxo de caixa. Teremos o Banco Rendimento como parceiro e queremos aprender e aprender rápido, para depois evoluir para o custeio agrícola propriamente dito”, aponta Dusso.

Perspectiva e planos que refletem o foco da ADM e do Grupo Rendimento. “Queremos e vamos ser estratégicos, adicionando valor aos nossos parceiros. Sempre buscando agregar os serviços do Grupo Rendimento aos nossos investimentos. Temos por trás um Grupo financeiro sólido, um ecossistema todo pronto, e isso é um ativo importante”, finaliza Ades.

A equipe da ADM faz um mapeamento completo e constante dos serviços do Banco Rendimento e das empresas do Grupo para buscar aderência com startups no mercado. Apenas um segmento não interessa: o de crédito pessoal, extremamente consolidado e sem espaço para o perfil de startups Series A. “Outros setores que nos interessam são o de Supply Chain Finance, quando podemos financiar a cadeia produtiva, o meio imobiliário e startups B2B em geral também podem ser atraentes. Estamos atentos a novos oportunidades”, conclui o executivo.

Fonte: Canal executivo